Indo Como o Vento Vem, Vindo Como o Vento o Vai
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Coletânea de Passos Oníricos Sob o Véu da Realidade HOME

Pra trás...



Eu ando por:

Menina Bravo

Garota Podre

Sexta-feira, Novembro 28, 2008


Às vezes te observo passando pela rua
Pesada como um tornado, raivosa como um relâmpago
Fechada como um céu em tempestade perene.
Sinto vontade de te falar, amansar esse teu jeito
Dizendo-te, entre coisas outras coisas intocáveis e intranscritas
Que não existem carrancas de cristal, nem flores de arame
Que não existem céus de tempestades, mas tão somente nuvens passageiras
E também não existem lábios sem sorrisos, mas belezas e mistérios escondidos
E que esse jeito de você ser você, coisa linda, simplesmente não existe além da miragem
Posto que bem além dessas facetas nas quais você se esconde
Há sempre o mais doce dos lábios, do mais luminoso sorrir
Dos mais arfantes e desejoso seios
Da mais incansável sede, do mais efusivo amor,
E por ti, minha linda, andaria neutro por entre as tempestades
Adormeceria os raios entre meus dedos
Até alcançar, lutar, conquistar, saciar
A aguerrida verdade da tua beleza.




Opine!

Sexta-feira, Novembro 21, 2008


Um dia ficamos sós em meio à multidão
Você verso e reverso, texto e contexto, amada, amante
De tudo o que emana da imensidão
Silente mansamente ardente, crescente e cadente
Da efusão do amor, da esperança e da solidão.
Um minuto, meia eternidade
Você, asas infindas, étereas dos meus pensamentos
Vida guia da mais sentida saudade
Do mais copioso desejo, do fervor, da felicidade desfeita em desalentos
Seguem lentamente, linda, os dias e as horas passando sob o sabor dos teus semblantes
E no meio da multdão, sozinho, espero o retorno do teu sorriso, entre meus lábios assim amantes


Opine!

Sábado, Junho 14, 2008


Pedra, brilho e sensação
Estático movimento, desalento e efusão
E assim, tão somente assim, teus olhos são...
Ao encontrá-los, supresa minha
Nos meus passos tua atenção caminha
E foge, e nessa fuga aninha
Uma doce dor silente, até mesmo sorridente
Nesse peito submisso, cadente
Indo morrer vagamente
Dentro dos teus olhos túmidos
Onde seguem em harmonia, unidos
Teus encantos e meu amor, copioso e sentido

Opine!

Quinta-feira, Agosto 30, 2007


Contemplo sereno a magia mansa que emana
Distante, constante, oniricamente presente
O encanto irracivelmente belo, de manifestação profana
De tudo aquilo que és, de tudo aquilo que sente.

Olhando iconoclasta apenas, apologindo-te as formas
Conformaria apenas a auréola matinal da mais efusiva colméia
Chegavas e partias, todos os dias, assim como tantas outras
Tua luz entretanto ardia forte, reluzindo através de tua pele de azaléia.

Vi-me tão profundamente submerso no miríade lancinante
Da magia faceada nos teus gestos, da lascívia no teu seio onipresente
Que cego, estonteado, inebriado, arquejante
Perdi-me a vida naqueles segundos, numa lâmina desferida, de estrela cadente...

E como uma luz que brilha, corre, faísca e morre
Que eu seja o espaço, estrela, e que nossos corpos seja um somente
Faiscando e farpejando paixão, amor, langor, formando inversamente uma torre
Encravando no teu âmago carnal uma chama de alma semente.

Opine!

Quarta-feira, Julho 18, 2007


Esse sorriso lindo que fulmina
Essa tez tão alva, esses movimentos sérios
Contidos todos numa presença de menina
Guardam em si todos os mistérios
Da doce e lúbrica magia feminina.
O sorrir desprezando hemisférios
Formando lancinantes unhas felinas
Surtindo volúpia e desidérios
Destruindo destinos, criando sinas.
Desfazendo harmonias
Desatando desejos
Abandonando o homem em agonia
Mil facas num só lampejo
De batons, pernas e covardia
Pois logo que o vê preso
Esconde-se a luz que ardia
Em ares de apatia e desprezo.
Em teus gestos de viúva negra
Convidando à celebrar-te a maciez de nuvem
De delicada hieródula grega
Mesmo consciente da ilusão e estiagem
Da ironia que teu olhar agrega
Sirvo-me da tua presença, e absorto
Observo que meu desejo transmuda-se em corpo
De ilusões e de realidades
De línguas efêmeras e eternas
Repleta de deliciosas sensações
Que, na dança das estações
Busca no inverno teu mais lúbrico mel
Teus lábios entreabertos com ares de fel
E de fulminante prazer...
O que haverei de fazer?
Teu sorriso é ilusão
Meu desejo, perdição.

Opine!

Quinta-feira, Junho 21, 2007


Observo, e tão somente
No claro raiar do dia, a flamejar
Como um sol indômito e silente
Tua pele alva, silente, macia, apaziguar
A ânsia veloz, atroz, mordaz, de te amar.

Clarice intensamente bela
Teus olhos parecem embelezar a própria lua
Quando minha presença tímida e sincera
Vibra como se de alguma forma fosse tua
Temente, escura, mas nua.

Navego, com os pés fora do chão
Pelo teu sorriso torto, particularmente lindo
Desferindo em meus momentos intenso clarão
De todo um bem querer infindo
De infinda Clarice e sua profusão.

Opine!

Quarta-feira, Novembro 15, 2006


Em plena luz do dia, quando a coroa dourada e ardente retornava de suas viagens
Uma sombra multiforme e sicária
Apareceu-me destemida e segura
Blasfemando e distorcendo a beleza e harmonia da Criação.
Tomava a forma dos meus medos, dissabores e imperfeições
Como que contendo em sua qualidade de sombra
Todas as gárgulas e féretros dos mais funestos cemitérios.
Frente ao descalabro da distorção, do feio
Sentei-me ao chão e simplesmente chorei
O pranto nessas horas é a única ação legítima
Que deflagra insatisfeito o coração
Ao frio e à morte da sombra.

Chorei frente ao dilaceramento do amor
No esfacelamento do sagrado sentido da maternidade
Na corrupção do que deveria ser amizade
No absurdo do desmensurável e irracível apego à materialidade
À louca ciência do particular
Que inconstante lança mão de todas as causas subjetivas e racionais
Por uma existência de efeitos e acúmulos irracionais daquilo que só pertence à si mesmo
Calcinando o que há de mais divino no ser humano.

Observando a mão repleta
Vi que havia luz cristalina entre as lágrimas
Fitei novamente o Sol que ardia majestade
E percebi a tríade que envolvia toda a trama da humanidade:
LUZ
HOMEM
TREVAS...

Personifiquei, embora de maneira imperfeita
A retidão e constância daquela luz.
A natureza da sombra era sua ausência
E todo o mal uma triste ilusão de nossa imperfeita compreensão.

Lembrei das pessoas que, aos milhares
Buscam nas pílulas e nas terapias
Na fortuna, no reconhecimento social das tolices, na beleza dos objetos, nas pândegas alcóolicas
E, pasmem, nos pensamentos medíocres, no ódio, na inveja, na sede beligerante, a felicidade e a realização.
Fatores estes que só existem na condição de sombra, em formas distorcidas, horrendas, ignorantes.
O mundo intuitivamente conhece sua solução, nega a verdade como se fosse a própria morte
E sua busca, perdida desde sempre, é viver a mentira dentro da verdade
Gerando sombras dentro das sombras, em círculos abismáticos de graus de estupidez.

Um objeto nunca sorrirá dentro do coração humano
Nem uma tolice devidamente partilhada e considerada
Tampouco um trabalho excessivo, desgostoso, massante, consumidor de toda uma existência
O homem perdeu-se em sua selva de pedra, em seus temores, em sua selvageria
Na criação de um mundo paralelo à realidade Divina, consome-se no sofrimento
Dia após dia, rotina após rotina, em seus estereótipos de conduta, em suas filosofias particulares.

O Sol, uno e indivisível
Serve a todos com a mesma força
Nada busca para si, por compreender o todo
Não cultua religiões
Não alimenta guerras, mediocridades, ou hipocrisias
Não se curva nem nivela frente à ações distintas de sua natureza única.
Seus sinceros cultores, afastando as sombras, são os únicos candidatos à felicidade plena
E os verdadeiros eleitos de Javé.

Opine!

Sábado, Agosto 05, 2006


Uma serpente líquida, luminosamente verde
Desvela-se transformada em lágrima pela tez das folhas maternais
Balouçam os cipós entre as crinas da terra
Os vapores buscam os céus que os destilam
A chuva derrama-se num gris infinito.
Escorrendo pelas terras encharcadas
A alma cálida, metamorfose de prantos
Sofre dos males das tempestades e dos calores
Da matéria parindo por vezes sabores, outras fezes
Na sua infinda miscigênica entorpecida.
Vencendo com submissão e equilíbrio as desventuras coesivas
Do batalhão orgânico que em raízes e terra obsta a força e a valentia
A alma enpranteada se elastece, infunde-se, escapa
E assim percorre espaços onde o céu traja sombras e sons
Procura Yara que a espera.

Opine!

Domingo, Julho 09, 2006


Entre a estrela, o universo e minha alma
A luz desliza sob a pele em vagas fluídas e sonoras
Espalha entre as flores copiosas o orgasmo do silêncio
Estilhaça em rajadas estridentes a saudade e o langor.
A consciência, emanada do mais silente olhar
Contempla o além com majestade impiedosa
E a natureza, imprimindo flâmulas de sangue à ventania
Movimenta a vida onde o ser deleita e sofre
As intempéries de um beijo cálido e invisível
E as desventuras de sua abstenção.

25.06.2006

Opine!

Segunda-feira, Abril 24, 2006


A multidão afoita celebra o irracível, enquanto no mutismo da observação, celebro teus gestos e tua marcante indiferença. Passam minutos, dias e horas, tua presença constrói o meu tempo, e tua indiferença o corrói como fogo. Resultado de uma labareda constante, de uma paixão repentina e inflamável, a vida corre como um sonho cuja saudade são teus lábios. Pela manhã passa por mim como uma sombra, e o maior remorso é esse teu passar, indiferente, e o meu estar inerte, embasbacado, desarmado, apaixonado. Percebo tua ansiedade latente, os pés irrequietos, os olhares sem arrimo e sem destino, quando gesticula ao falar, e o céu da tua boca me inspira o mais saboroso e delicados dos beijos. Tudo em ti parece tão lindo e tão distante! Como uma prece ofertada para o intangível, contemplo do chão tua forma e contida imensidão de nuvem, com tuas formas simples, tua estatura mediana, e perfeição misteriosa, na expressão dos olhos o mistério ainda mais distante das estrelas. Como um ser parado numa estação, esperando uma partida, tua presença nunca passa nesse céu imutável, encerrado no meu coração... Quem sabe talvez já te ame.

Opine!

Segunda-feira, Abril 03, 2006


Observando um céu sem brancas nuvens
Perco-me pensando na amplitude da imensidão
Há uma meia lua que me cerca, e outra que me foge
Vaziamente imperceptível
Talvez às minhas costas esteja o meu começo
E também o meu fim
Na conjugação esférica o céu sorri por inteiro
Enquanto só enxergo uma mínima parcela
Daquilo que me é oculto.
Cerro a vista abismado, e calado me descubro:
No espelho dos meus olhos vejo uma criatura inscontruída
Contemplando uma criatura inacabada.

Opine!

Domingo, Março 19, 2006


Um verme chega até você, fétido e nojento
Aprecia sua paciência e altivez, e naturalmente institivo
Rosna o estômago maldito, deseja-o suculento
Sem pensar ( vermes não pensam ), arrasta-se atrás do atrativo.
Com seu ar faveloso, sua cultura populacho
O verme numa estratégia de lavadeira
Abre a torneira enferrujada de sua boca podre
Vomitando toda sorte de merda e sujeira
Com sua mente "retarda", e seu gesto pobre
Almejando por todos os meios, de coração
Sentir-se igual, chamar sua atenção!

Diz-lhe estas palavras:

"Ó pobre verme, criatura indócil e enervada
Pobre bonequinha do irmão mais velho de saber
Que de tanto, na sua vida crua, levar porrada
É cada vez mais verme, a apodrecer
Toma tua pinga amarga sozinho, vai ao culto aceitar Jesus
Por quê na tua condição putrefata, coisa melhor não te avizinha
Olha, a cor dos céus é a cor do pus
Você também, criatura, para lá caminha
Com os pés doentes, com o corpo sujo
Como no meio do aterro um caramujo!"

Isto dizendo, dê-lhe um belíssimo sorriso burguês, e com piedade, mande-o procurar sua turma.

Opine!

Sábado, Fevereiro 18, 2006


Entre a quimera e o campo
O trigo plana sobre os ares.
Dentro da minúscula esfera
Valsejando ébria e estonteada
Pelos rumos entumescidos do destino,
Guarda em si uma parcela do sol da aurora
Suspensa no espaço azul, líquido, luminoso.
A vida lhe fugiu raíz
Num rompante dolorido ateou aos ares
Entre delicados e coleantes arquejos
Das deidades supra sensíveis da ventania
Ao sabor do sorriso pleno do Mais Alto.
Dançando e rodopiando em desafio à vida
Venceu o pensamento e dominou a morte
Aquela pequenina esfera, tal como luz constelatória
Vive a existência do universo em cataclismas de alegrias
Onde seu paradeiro não pude mais pensando alcançar.

Opine!

Quinta-feira, Janeiro 19, 2006


Retilineamente os passos destilam pelas ruas. Ébrio ou sóbrio, o que haverá além da mais pura decisão, do pecado, da gula, da dávida, merecimento, sofrimento? Padecer e renascer, trigo e pão, sonho, ilusão, quimera reacesa nos cataclismas do espaço durante a destilação dos passos, e do caminho. Bebamos! Sim, todas as cevadas, todos os maltes, deleites, sabores, amargores... e quem quiser que colecione dores, melhor mesmo só levar o presente, fazer o passado de corcel, ou de amazona. No harém sagrado onde a deidade infame tencionar carpir tuas carnes e teus segundos, chame-a Minha Morte, e a seduza! Faça amor com ela e descobrirá, com algum espanto, que em realidade não há nenhum espanto, além de sensação por cima de sensação, travando ardentes batalhas das quais somos meras sombras teatrais, mambembes... O Universo também caminha, e mantém seu prezado hierogamos dia após dia, bar após bar, senda após senda, buscando num dilema de sangue e de paz, enveredar pelos ventres da mortandade virginal, inserindo-lhe marcas ardentes de sopros e viris sementes, donde brota como o orgasmo dos orgamos, a fusão indestilada da ressurreição.


Opine!

Domingo, Janeiro 15, 2006


Coisa curiosa. Invadindo o Blog do meu amigo. Só para ver o que acontece.
=P

Ass. Menina Bravo.

Opine!



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